Este blog tem o
objetivo de publicar textos sem uma tem�tica definida. Os
autores podem falar de tudo, desde a pol�tica do Afeganist�o
at� o BBB. Apesar de serem textos t�o diferentes, eles ter�o
algo em comum: qualidade, pois todos os envolvidos neste
projeto querem fazer deste blog, um espa�o onde reine a
intelig�ncia e o bom senso.
Boa leitura e volte sempre.
Equipe Coment�rio Atravessado
Ana Am�lia Campos (Mel Campos). Futura
publicit�ria e escritora, porque sonhar � um bom come�o para
as realiza��es, fazendo da vida um espet�culo sem fim.
Ant�nio Marcelo
(marcelo amm)�::�
� blogger e
gosta
do mundo em que vive.
Caio Costa - publicit�rio que evita fazer o feij�o com arroz na hora de
escrever.
Marcos Alves :: Marcos Alves j�
trabalhou com tudo um pouco at� hoje, de t�cnico de futebol
feminino� fotografo. Mas de uma coisa ele tem certeza... N�o
vai morrer nunca na
maresia.
Estou em várias faces, em todas as classes, moldando, formando, reformulando, crescendo, sofrendo, amando, vivendo e sobrevivendo.
Há um pouco de mim, e é um pouco para mim cada invenção.
Dou a luz, gero vida, faço vida, sou rainha, faxineira, executiva, costureira, jornalista, secretária, cantora, cozinheira, médica, escritora, mecânica, professora, enfermeira, vendedora, motorista, cabeleireira, babá, do lar, engenheira, arquiteta, advogada, policial, atriz, presidente... Não há o que eu não possa fazer, peso que não possa carregar.
Estou em várias faces, por toda parte.
Fui oprimida, submissa, alienada, escrava, torturada, discriminada, queimada. Estupraram meu corpo, minha mente e até a minha alma.
Sobrevivi, briguei, lutei, ganhei. Queimei o soutien. Libertei-me.
Ganhei o direito de ser quem quiser, onde e quando quiser.
Tem o dia em que o mundo me homenageia, e tenho todos os outros para orgulhar-me de ser essencialmente frágil, necessariamente forte, caracteristicamente linda, socialmente capaz. Dias em que posso ser mãe, amante, amiga, companheira, profissional, feminina.
Dias, em que posso me orgulhar de ser prioritariamente: Mulher
É minha homenagem à todas as mulheres, não pelo dia, pela vida. Parabéns! enviada por ice man 31
Estamos sempre sendo observados, avaliados, julgados e condenados, algumas vezes sem direito de defesa ou argumentos. O olhar alheio é frio e fulminante.
Tirar conclusões precipitadas do outro é uma característica única e exclusiva da raça humana.
Seja por inveja ou pura maldade, não basta apenas prejulgar, é preciso disseminar suas informações, gerar conflitos, situações constrangedoras e o obter conseqüências devastadoras.
A palavra proferida é como uma madeira cheia de pregos, eles podem até ser retirados, porém, ficaram tortos e a madeira perfurada. O prego depois de algumas marteladas parecerá melhor, mas a madeira jamais se reconstituirá.
Assim é com as pessoas e as histórias mal formuladas, há sempre um prego torto e uma madeira ferida.
Gente, o que o Bahia tem que nós mulheres não temos?
Ultimamente meu marido só sabe falar no Bahia, vai pra Fonte Nova em todos os jogos do Bahia, perdendo e chorando ele está lá. Ás vezes tenho ciúmes dessa doença chamada Bahia, poxa vida ele prefere ir ver o time empatar do que sair comigo, que coisa! E olha que sofreu um bocado quando o Bahia continuou na terceira o ano passado.
Eu não sei se isso é sadio,mas meu marido vive o time dele como se fosse sua própria vida. E na família tem uma galera enorme tocedores do vitorinha, não tem quem agüenta! Quando se juntam é uma loucura, mesmo assim meu marido briga e defende seu Bahia sempre.
É interessante a vida de torcedor. Ele só falta ter um ataque cardíaco quando o time joga fora e está naquela situação e se perde chora, fica emburrado e fecha a cara, diz que não vai no próximo jogo e depois olha ele lá novamente... só Freud para entender os loucos. Porque essa galera do Bahia é uma torcida louca, colocar 60.000 pessoas na terceira divisão, não bate bem da bola. Se eu fosse uma torcedora, essa direção do bahia teria que comer quente e contratar um time que dê conta do recado e parar de fazer o torcedor ter palpitações e até ataques cardíacos, porque ninguém merece sofrer tanto quanto o torcedor do Bahia, tadinhos!
Meu marido tem recortes de notícias do Bahia quando ganhou o título de campeão, filmou o bahia chegando no aeroporto, ganhou um livro que fala sobre a história do bahia do próprio autor e defende esse time o tempo todo... é um verdadeiro héroi. Só tenho pena de vocês tocedores porque sofrem tanto, merecia um time de verdade porque esse faz vocês ficarem de cabelo em pé e nós mulheres em casa esperando o marido talvez contente cheio de cerveja ou chorando a amargura do time perder. Ninguém merece!!!
Eu fico na torcida pelo meu marido e vou torcer por vocês.
BORA BAHÊA, SUA PORRA!!
O último carinho de Yemanjá Rose Bahiana
Esse país é grande. Mas ontem, particularmente, me senti morando a uma distância algo assim entre Austrália e o Brasil, ao tentar saber mais notícias sobre a queda de parte do estádio da Fonte Nova. Ninguém dava notícia. Nenhum jornal do Rio, nem as TVs. Eu ligava para Salvador, sabia que tinha meus por lá (com certeza, meus sobrinhos netos de 22 e 18 anos e meu irmão. Quem sabe também minha irmã e minhas sobrinhas). Minha família é toda de Salvador. E todo mundo, Bahia -- com exceção de poucos, muito poucos.
Aquela cidade chama-se Esporte Clube Bahia (título, aliás, de uma das minhas primeiras reportagens na Tribuna da Bahia, onde comecei). Fui uma das primeiras a saber, porque acompanhava ao vivo o jogo entre o Bahia e o time do Vila Nova. Sabia que tudo tinha acontecido aos 35 minutos do segundo tempo, porque acompanhava pelo jornal A Tarde on line -- o primeiro a dar uma pequena notícia. Era um jogo que levaria o Bahia apenas para a segunda divisão -- é, tava na terceirona que nem eu. Mas quem torce pelo Bahia, não importa a divisão, é Bahia de coração -- apesar dos dirigentes, todos invariavelmente canalhas e herança da maldita ditadura -- e eu esperava mesmo era a festa de depois do jogo.
É que para os de minha geração o Bahia é muito mais do que um time e seu hino, a nossa marseilhesa (a ditadura chegou a tentar impedir que ele fosse tocado no trio elétrico nos carnavais do fim da década de 1960 e início de 1970). Não conseguiu a obediência: lá pelas tantas da noite, algum trio tocava e a gente quando ouvia os acordes iniciais (são inconfundíveis, principalmente para quem precisa de símbolos) dizia: chegou o levanta defunto. E o carnaval voltava a ser carnaval, apesar deles. Hoje, no Rio, não há um amigo meu que não conheça, e não cante comigo, o Hino do Bahia
Muita coisa mudou. A torcida do Bahia hoje lembra, em, certos momentos, uma horda de miseráveis desesperados. A maioria, pobres e pretos. E pobres a gente sabe como são tratados nesse País. A tragédia estava anunciada há tempos. O estádio foi condenado até pela PM. Apesar disso, venderam 60 mil ingressos. Estão querendo, agora, mudar o horário da tragédia, apenas para justificar que teria excesso de gente só depois do fim da partida -- outros teriam entrado após o fim do jogo. Incrível: até alguns jornalistas da Bahia davam notícia errada para os canais de TV do Rio -- ou não estou bem certa se era para Sídnei, a capital da Austrália, tal a demora de levá-las ao ar, a frieza das noticias e um toque de que isso aconteceu no fim do mundo -- quem sabe na África. Sídnei apenas na distância, porque salvo alguma educação, mais informação e certo refinamento, o Rio pouco difere de Salvador. A Bahia é só mais pobre e menos informada: aqui, no Rio, o povo tem mania de ler jornal e as bancas estampam as primeiras páginas, enquanto em Salvador escondem os jornais -- só lê quem pode comprar. É comum vermos dezenas de pessoas lendo e compartilhando, em volta da banca, alguma primeira página de jornal e discutindo as notícias entre si.
Notícias diziam também que o estádio, inaugurado na década de 1950, nunca passou por reforma. Outra mentira (pode-se mudar a história, mas não quando alguns protagonistas ainda estão vivos). Eu estava lá com meu irmão na reinauguração no fim da década de 1960, onde teve outros acidente, com dois mortos, porque alguém gritou que o estádio estava caindo. Hoje, de acordo com o relatório elaborado pelo Sindicato Nacional das Empresas de Arquiteturas e Engenharia (Sinaenco), o estádio baiano é o pior dentre os 29 principais do País. Problemas nos banheiros, de ferrugem e oxidação foram apontados no estudo - divulgado no dia 1º de novembro - feito para avaliar as condições que os atuais estádios brasileiros teriam para sediar os jogos da Copa do Mundo de 2014. Estive lá uma vez e pensei: como aguentam isso? Por muito menos os flamenguistas destroem o Maracanã. Agora preservam, porque está lindo e bem cuidado.
Tudo aquilo acontecia em Salvador. E muita gente não sabia de nada. Outro mundo, outro país, outra cultura, outra gente -- pobre e preta. Meu filho, que voltava do jogo do Flamengo, ao ver a primeira noticia no Sport TV, reagiu assim: "só isso? Você tá preocupada com isso?". Era um buraco na arquibancada. Um buraco que tragou pessoas e matou 6 instantaneamente. Olhei para ele e descobri que também não falava a mesma língua -- da elite branca. Ao ligar para Salvador (minha irmã ainda nem sabia de nada) vi que os "meus" de alguma forma estavam intactos. Mas, ao ver o primeiro vídeo, com alguns mortos ainda com plásticos improvisados, descobri que não falava, realmente, a língua de branco que predomina hoje. É que nas noites de Salvador sempre sopra uma brisa -- ela vem do mar (o mar está em todos os lugares naquela cidade). O vento parecia fazer um carinho em um dos corpos, de bruços, levantava o plástico, brincalhão, e mostrava a camisa do Bahia. Foi quando descobri, e chorei, que tinha me enganado: nem eu nem os meus estavam intactos. E aquele meu irmão com a camisa do Bahia tinha recebido o último carinho de Yemanjá. Como será que sentiu nos seus últimos momentos?
Agora, o governador "encerra o caso" dizendo que vai implodir o estádio. Diz que a iniciativa privada vai pagar. Quem paga pra ver sou eu. Aqui, para o Pan, disseram o mesmo. Mas quem bancou tudo foi o governo federal -- leia-se o Ministério do Esporte. E há indícios de que foi uma "farra" com o dinheiro meu, seu, nosso. Os governantes desse País não nos merecem. As flores que a Bamor colocou no estádio -- azuis,vermelhas e brancas -- foram de uma rara sensibilidade. Que chamem as torcidas e o povo para fiscalizar essas obras.
Entrando num açougue recém inaugurado e próximo da minha casa, deparei-me com uma cena rodriguiana, mas ao vivo e a cores.
O sujeito que personificava o atendente era um moreno tipo amante latino, cabelo preto liso. Ele é imenso, forte e bonito e com uma maneira de atender aos clientes sui generis e muito carismática. Homens e mulheres ouvem o que todo cliente gosta: estou a seu dispor, escolha o que quiser, estou às suas ordens.
Mas nem todo cliente tem as ancas daquela morena de aparelho nos dentes que logo depois de mim entrou no açougue. Em meio a carnes, sangue e opulência, ela é recepcionada pelo latino extrovertido e galante com um sincero "estou a seu dispor, morena. Escolha o que for de seu agrado". Ela assim o fez, como se pudesse desobedecer a uma ordem tão direta e macia. A morena
opulenta e faceira, sentindo-se a própria, se achando, fez suas escolhas, embora a ordem de chegada ainda não a beneficiasse, mas todos os clientes não ousavam retrucar diante de tal imagem, como se de alguma maneira todos pudessem adivinhar a cena que estava por vir.
Ela escolheu seu músculo e prontamente foi atendida, escolheu seu filé, no que se seguiu outro pedido e outro e outro... O moço galante fazia-lhe todos os
desejos e por fim ela se saciou, pagou e se dirigiu à porta de saída.
Todos os clientes, ainda em alerta, emudeceram e aguardavam. O cheiro de carne é forte e suas cores mais ainda e prontas a serem degustadas, elas, languidamente, estendiam-se em fileiras à espera.
O atendente, com um olhar que dizia mais que toda sua verborréia sedutora, perguntou mais uma vez à morena que ameaçava ir pra nunca mais: "tem certeza que não quer mais nada? Posso imaginar que você quer algo
mais? E eu posso te dar. É só pedir". E, num movimento que parecia impossível, ela, mais próxima de atravessar a rua que a faca da carne, volveu toda a
sua pessoa e todo o volume dos seus quadris para dirigir-se de volta ao balcão, onde debruçou-se e respondeu:
- Quero sua boca!!
Como num pregão, diante do ultimato e da força do martelo, ele sentencia, após esmurrar o balcão:
- Pois bem, esteja me esperando. Fecho às 8 e meia.
Não pense que em minha cabeça gritos de ovação não explodiram. Sim os gritos estavam, lá. Mas ninguém pareceu ouvi-los e a fila pôde continuar.
Quando finalmente resolvi terminar com minhas 05 namoradas fiquei um bom tempo como se tivesse virado um zumbi. As cervejas perderam o gosto, a praia não tinha mais aquele verde sedutor e as cantadas nas outras mulheres eram dadas como se estivesse lendo um manual de instruções da década de 70.
Tudo bem que namorando as 05 eu não tinha tempo pra mais nada, eu tinha parado de trabalhar, de me divertir e tinha multiplicado por mil o numero de mentiras contadas a cada dia. Mas a grande verdade é que cada uma delas me completava... E como nestas horas temos a compulsiva mania de fazer besteiras eu fiz... Não uma só... Mas 05!! Num ato de loucura impensada terminei com as 05 de uma única vez por telefone numa conferencia em que todas podiam ouvir ao mesmo tempo.
Vagando pelas ruas, triste feito um cachorro solitário, me deparei com aquela placa... ZÉ TIMBÚ PASSADO, PRESENTE E FUTURO, e como existe um ditado que diz que Quando tudo está perdido não custa nada acreditar no improvável eu entrei... E relato na integra a minha conversa com ZÉ TIMBÚ (ui) o vidente.
- Entre filho... Eu já esperava sua visita.
- Como assim? Se nem eu sabia que viria?
- Os meus guias espirituais me disseram... A consulta é 500 reais
- Guiazinho caro da zorra hein??? Mas tô disposto a pagar... Pode começar a me dizer tudo...
Foi quando o cara começou a se contorcer... Parou... Me olhou de um jeito esquisito e começou a falar assim...
- Com duas que lhe botaram com três eu lhe tiro assim como as palavras do mundo é, Valha-me Jesus e Maria José. Ó como eram belos os colhões do Papa. Baco baculejava o vento por trás dos horizontes. Ó tangas ó mangas ó cargas verrumas ó mídias fivelas, porque não vais ralar de mansinho o cu nas ostras ó cachorro d água?
Se corsegar a bundinha tinhas porque a mim não vinhas? Mas não vinhas por quê???? Eu te receberia com três Maravalhas, três baitas Caralhas três do meu, três de Zé Bedeu três de Biribiriu, três da Puta que o pariu!!!
Zampiabá meu pato é Sá comida de santo é velho, alazamba de laquaterci araruera araruar vou continuar a te rezar.
Três tarantinha em sua bundinha, três pingos três maravalhas um peido na sua caralha. Três pimenta malagueta me bata uma punheta. Uma pata choca e três pata roca a taca do jegue na sua boca, uma pena de pombo e três de urubu cachorro velho que lamba seu cu.
Um peido meu um peido seu um peido do velho matheu, três galo corocoxó três pintinho piripipiu vá botar o seu olhado na puta que o pariu.
Com remédio que tió fudeu tu masca minha jaça, se o remédio não for de regra eu ranco as tuas pregas, feio que nem calango malhado que nem teiú com dez deixei no retiro com vinte deixei no beiru vai tirando as calças...
Foi nesta hora que sai correndo e não paguei a consulta até hoje... enviada por ice man 31
Define-se distância por espaço entre duas pessoas ou coisas; afastamento; separação. Seria distância simplesmente não estar perto?
É veramente possível ser distante e estar ao lado, ainda o contrário, porque ausência nada tem a ver com não estar presente.
Fisicamente é uma afirmação totalmente errônea, mas na complexidade do ser tudo é permitido.
Alguém pode encontrar-se muito distante de outro, contudo estará próximo, caso, através de suas ações souber se fazer presente.
É isso! Se fazer presente.
Tendemos, principalmente neste "novo mundo", a estar presentes de forma ausente. A matéria está ali, porém longínquos são os pensamentos, os desejos, os ideais. E do que adianta a matéria sem calor?
Claro que algumas pessoas contentam-se em apenas ter por perto, acreditando ser o que mais vale da presença.
Quantas vezes não somos percebidos, até mesmo gritando?
Vivemos uma geração tecnológica, de mundos virtuais, em que a presença física é cada vez menos necessária, ou mesmo requisitada.
A distância deixa de ser um problema quando a presença já não faz falta. Quanto mais nos distanciamos, seja de forma física ou não, menos somos lembrados, úteis, desejados.
Não deixemos que esse vírus da presença distante nos tome e declarem uma epidemia, e nossos corpos não produzam mais anticorpos. Sejamos presentes, onde quer que estejamos.
E por toda distância havida, é através dessas e todas as outras linhas futuras que estou e serei mais presente que nunca.
Sábado, fui andar na praia em busca de inspiração para meu artigo de jornal. Encontro duas amigas no calçadão do Leblon:
- Teu artigo sobre amor deu o maior auê... me diz uma delas.
- Aquele das mulheres raspadinhas também... Aliás, que você tem contra as mulheres que barbeiam as partes? questiona a outra.
- Nada... respondo. Acho lindo, mas não consigo deixar de ver ali nas partes dessas moças um bigodinho sexy... não consigo evitar... Penso no bigodinho do Hitler, do Sarney... Lembram um sarneyzinho vertical nas modelos nuas... Por isso, acho que vou escrever ainda sobre sexo...
Uma delas (solteira e lírica) me diz:
- Sexo e amor são a mesma coisa...
A outra (casada e prática) retruca:
- Não são a mesma coisa não...
Sim, não, sim, não, nasceu a doce polêmica ali à beira-mar. Continuei meu cooper e deixei as duas lindas discutindo e bebendo água-de-coco. E resolvi escrever sobre essa antiga dualidade: sexo e amor. Comecei perguntando a amigos e amigas. Ninguém sabe direito. As duas categorias trepam, tendendo ou para a hipocrisia ou para o cinismo; ninguém sabe onde a galinha e onde o ovo. Percebo que os mais sutis defendem o amor, como algo superior. Para os mais práticos, sexo é a única coisa concreta. Assim sendo, meto aqui minhas próprias colheres nesta sopa.
O amor tem jardim, cerca, projeto. O sexo invade tudo isso. Sexo é contra a lei. O amor depende de nosso desejo, é uma construção que criamos. Sexo não depende de nosso desejo; nosso desejo é que é tomado por ele. Ninguém se masturba por amor. Ninguém sofre de tesão. O sexo é um desejo de apaziguar o amor. O amor é uma espécie de gratidão posteriori pelos prazeres do sexo.
O amor vem depois, o sexo vem antes. No amor, perdemos a cabeça, deliberadamente. No sexo, a cabeça nos perde. O amor precisa do pensamento.
No sexo, o pensamento atrapalha; só as fantasias ajudam. O amor sonha com uma grande redenção. O sexo só pensa em proibições: não há fantasias permitidas. O amor é um desejo de atingir a plenitude. Sexo é o desejo de se satisfazer com a finitude. O amor vive da impossibilidade sempre deslizante para a frente. O sexo é um desejo de acabar com a impossibilidade. O amor pode atrapalhar o sexo. Já o contrrário não acontece. Existe amor sem sexo, claro, mas nunca gozam juntos. Amor é propriedade. sexo é posse. Amor é a casa; sexo é invasão de domicílio. Amor é o sonho por um romântico latifúndio; já o sexo é o MST. O amor é mais narcisista, mesmo quando fala em doação. Sexo é mais democrático, mesmo vivendo no egoísmo. Amor e sexo são como a palavra farmakon em grego: remédio e veneno. Amor pode ser veneno ou remédio. Sexo também tudo dependendo das posições adotadas.
Amor é um texto. Sexo é um esporte. Amor não exige a presença do outro; o sexo, no mínimo, precisa de uma mãozinha. Certos amores nem precisam de parceiro; florescem até mas sozinhos, na solidão e na loucura. Sexo, não é mais realista. Nesse sentido, amor é uma busca de ilusão. Sexo é uma bruta vontade de verdade. Amor muitas vezes e uma masturbação. Seco, não. O amor vem de dentro, o sexo vem de fora, o amor vem de nós e demora. O sexo vem dos outros e vai embora. Amor é bossa nova; sexo é carnaval.
Não somos vítimas do amor, só do sexo. O sexo é uma selva de epiléticos ou O amor, se não for eterno, não era amor (Nelson Rodrigues). O amor inventou a alma, a eternidade, a linguagem, a moral. O sexo inventou a moral também do lado de fora de sua jaula, onde ele ruge. O amor tem algo de ridículo, de patético, principalmente nas grandes paixões. O sexo é mais quieto, como um caubói quando acaba a valentia, ele vem e come. Eles dizem: Faça amor, não faça a guerra. Sexo quer guerra. O ódio mata o amor, mas o ódio pode acender o sexo. Amor é egoísta; sexo é altruísta. O amor quer superar a morte. No sexo, a morte está ali, nas bocas... O amor fala muito. O sexo grita, geme, ruge, mas não se explica. O sexo sempre existiu das cavernas do paraíso até as saunas relax for men. Por outro lado, o amor foi inventado pelos poetas provinciais do século XII e, depois, revitalizado pelo cinema americano da direita cristã. Amor é literatura. Sexo é cinema. Amor é prosa; sexo é poesia. Amor é mulher; sexo é homem o casamento perfeito é do travesti consigo mesmo. O amor domado protege a produção. Sexo selvagem é uma ameaça ao bom funcionamento do mercado. Por isso, a única maneira de controla-lo é programa-lo, como faz a indústria das sacanagens. O mercado programa nossas fantasias.
Não há saunas relax para o amor. No entanto, em todo bordel, FINGE-SE UM AMORZINHO PARA INICIAR. O amor está virando um hors-doeuvre para o sexo. O amor busca uma certa grandeza. O sexo sonha com as partes baixas. O PERIGO DO SEXO É QUE VOCÊ PODE SE APAIXONAR. O PERIGO DO AMOR É VIRAR AMIZADE. Com camisinha, há sexo seguro, MAS NÃO HÁ CAMISINHA PARA O AMOR. O amor sonha com a pureza. Sexo precisa do pecado. Amor é o sonho dos solteiros. Sexo, o sonho dos casados. Sexo precisa da novidade, da surpresa. O grande amor só se sente no ciúme (Proust). O grande sexo sente-se como uma tomada de poder. Amor é de direita. Sexo, de esquerda (ou não, dependendo do momento político. Atualmente, sexo é de direita. Nos anos 60, era o contrário. Sexo era revolucionário e o amor era careta). E por aí vamos. Sexo e amor tentam mesmo é nos afastar da morte. Ou não; sei lá... enviada por ice man 31
20/09/2007 00:00 A TV não te deixa tão burro assimPor Caio Costa
Desde que Lost estreou na TV americana, não pára de surgir seriados com qualidade de cinema e que não deve nada às grandes produções cinematográficas. Eu assisto a alguns deles e sempre dá para pegar algo da história para incorporar à sua personalidade.
Graças à Lost, por exemplo, consigo prever quase todas as reviravoltas que algum filme ou outro seriado propõe, pois a turma de Jack e companhia mostram que você sempre deve desconfiar daquelas pessoas mais fracas. Aquele seu colega de trabalho, sentado no canto da sala, com olhar assustado, pode ser um grande psicopata elaborando um ataque aos Outros, grupo do qual você faz parte, na cabeça dele.
Por falar em colegas de trabalho, The Office confirma a minha tese de que os tipos que você convive diariamente por oito horas seguidas ou mais são os mesmos em qualquer lugar do mundo. Tem sempre um puxa-saco, o engraçadinho, a emburrada, o funcionário e claro, um chefe mala que sempre dá vontade de mandar pra aquele lugar.
Outro seriado que me ensina muito é House. O doutor de bengalas sempre acerta o que acontece com os pacientes na vida pessoal, lendo através da maneira de vestir, de falar, das atitudes, etc. Desta forma, às vezes consigo ver se a pessoa está mentindo pra mim ou não, observando todos os sinais que o corpo transmite involuntariamente.
Já Desperate Housewives confirma o que eu imaginava: dona de casa é uma eterna panela de pressão prestes a soltar fumaça por todos os lados, diante de tantos problemas que tem que lidar ao mesmo tempo. E mesmo assim, deve estar com a cara bonita e saudável para a vizinha invejosa não ter condições de dizer um ai sobre a sua pessoa.
Então, aquela música dos Titãs que fala que a TV me deixou burro demais, deve ser revista em parte. Se você escolher os programas certos, o seu cérebro vai agradecer por alimentá-lo. enviada por ice man 31
Há séculos existe no nosso país uma pizzaria chamada Bralísia, localizada no coração do cerrado. Todo dia, ele serve pizzas de diferentes sabores e os fregueses são sempre os mesmos. Nas mesas, o clima sempre é de festa, mesmo que um ou outro esteja envolvido em algum escândalo político, moral ou sexual, pois sabem que se eles estão lá por causa da pizza, tudo terminará por lá mesmo. E depois de um tempo, ninguém mais se lembrará daquela pizza quentinha servida para abafar um caso.
Ontem, 12 de setembro de 2007, na Bralísia foi servida uma daquelas pizzas suculentas que todo mundo adora. Havia uma esperança de que surgisse alguém que impedisse a produção desta iguaria. Na mesa, 35 recusaram-se a comer, mas outros 40 não quiseram perder o hábito e caíram de boca. Tiveram 6 que não sabiam se fechavam a boca ou pegavam um pedaço também.
E assim, o grande homenageado da noite, foi pra casa com a consciência tranqüila que sempre poderá contar com os pizzaiolos da Bralísia para o que der e vier. Afinal, esta pizzaria nem tem porta para deixar de funcionar.
PS: Qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência. enviada por ice man 31
12/09/2007 14:46 Quem não dá assistência, abre concorrência Arnaldo Jabor
Você homem da atualidade, vem se surpreendendo diuturnamente com o "nível" intelectual, cultural e, principalmente, "liberal" de sua mulher, namorada e etc.
Às vezes sequer sabe como agir, e lá no fundinho tem aquele medo de ser traído - ou nos termos usuais: "corneado". Saiba de uma coisa... esse risco é iminente, a probabilidade disso acontecer é muito grande, e só cabe a você, e a ninguém mais evitar que isso aconteça ou, então, assumir seu "chifre" em alto e bom som.
Você deve estar perguntando porque eu gastaria meu precioso tempo falando sobre isso. Entretanto, a aflição masculina diante da traição vem me chamando a atenção já há tempos.
Mas o que seria uma "mulher moderna"?
A princípio seria aquela que se ama acima de tudo, que não perde (e nem tem) tempo com/para futilidades, é aquela que trabalha porque acha que o trabalho engrandece, que é independente sentimentalmente dos outros, que é corajosa, companheira, confidente, amante...
É aquela que às vezes tem uma crise súbita de ciúmes mas que não tem vergonha nenhuma em admitir que está errada e correr pros seus braços...
É aquela que consegue ao mesmo tempo ser forte e meiga, desarrumada e linda...
Enfim, a mulher moderna é aquela que não tem medo de nada nem de ninguém, olha a vida de frente, fala o que pensa e o que sente, doa a quem doer...
Assim, após um processo "investigatório" junto a essas "mulheres modernas" pude constatar o pior:
VOCÊ SERÁ (OU É???) "corno", a menos que:
- Nunca deixe uma "mulher moderna" insegura. Antigamente elas choravam. Hoje, elas simplesmente traem, sem dó nem piedade.
- Não ache que ela tem poderes "adivinhatórios". Ela tem de saber - da sua boca - o quanto você gosta dela. Qualquer dúvida neste sentido poderá levar às conseqüências expostas acima.
- Não ache que é normal sair com os amigos (seja pra beber, pra jogar futebol...) mais do que duas vezes por semana, três vezes então é assinar atestado de "chifrudo". As "mulheres modernas" dificilmente andam implicando com isso, entretanto elas são categoricamente "cheias de amor pra dar" e precisam da "presença masculina". Se não for a sua meu amigo... bem...
- Quando disser que vai ligar, ligue, senão o risco dela ligar pra aquele ex bom de cama é grandessíssimo.
- Satisfaça-a sexualmente. Mas não finja satisfazê-la. As "mulheres modernas" têm um pique absurdo com relação ao sexo e, principalmente dos 20 aos 38 anos, elas pensam em - e querem - fazer sexo todos os dias (pasmem, mas é a pura verdade)...bom, nem precisa dizer que se não for com você...
- Lhe dê atenção. Mas principalmente faça com que ela perceba isso. Garanhões mau (ou bem) intencionados sempre existem, e estes quando querem são peritos em levar uma mulher às nuvens. Então, leve-a você, afinal, ela é sua ou não é????
Nem pense em provocar "ciuminhos" vãos. Como pude constatar, mulher insegura é uma máquina colocadora de chifres.
- Em hipótese alguma deixe-a desconfiar do fato de você estar saindo com outra. Essa mera suposição da parte delas dá ensejo ao um "chifre" tão estrondoso que quando você acordar, meu amigo, já existirá alguém MUITO MAIS "comedor" do que você...só que o prato principal, bem...dessa vez é a SUA mulher.
Sabe aquele bonitão que, você sabe, sairia com a sua mulher a qualquer hora. Bem... de repente a recíproca também pode ser verdadeira. Basta ela, só por um segundo, achar que você merece...Quando você reparar... já foi.
- Tente estar menos "cansado". A "mulher moderna" também trabalhou o dia inteiro e, provavelmente, ainda tem fôlego para - como diziam os homens de antigamente - "dar uma", para depois, virar pro lado e simplesmente dormir.
- Volte a fazer coisas do começo da relação. Se quando começaram a sair viviam se cruzando em "baladas", "se pegando" em lugares inusitados, trocavam e-mails ou telefonemas picantes, a chance dela gostar disso é muito grande, e a de sentir falta disso então é imensa. A "mulher moderna" não pode sentir falta dessas coisas...senão...
Bem amigos, aplica-se, finalmente, o tão famoso jargão "quem não dá assistência, abre concorrência".
Deste modo, se você está ao lado de uma mulher de quem realmente gosta e tem plena consciência de que, atualmente o mercado não está pra peixe (falemos de qualidade), pense bem antes de dar alguma dessas "mancadas"... proteja-a, ame-a, e, principalmente, faça-a saber disso.
Ela vai pensar milhões de vezes antes de dar bola pra aquele "bonitão" que vive enchendo-a de olhares... e vai continuar, sem dúvidas, olhando só pra você! enviada por ice man 31
Nunca tinha entendido por que as necessidades sexuais dos homens e das mulheres são tão diferentes. Nunca tinha entendido tudo isso de Marte e Vênus. E nunca tinha entendido por que os homens pensam com a cabeça e as mulheres com o coração.
Uma noite, semana passada, minha mulher e eu estávamos indo para a cama. Bom, começamos a ficar à vontade, fazer carinhos, e nesse momento, ela fala: Acho que agora não quero, só quero que você me abrace. Eu falei:O QUEEEEEE?????? Ela falou: Você não sabe se conectar com as minhas necessidades emocionais como mulher.
Comecei a pensar onde podia ter falhado. No final, assumi que naquela noite não ia rolar nada, virei e dormi.No dia seguinte fomos a um grande hipermercado, do tipo Makro, com muitas lojas dentro dele. Dei uma volta enquanto ela experimentava três modelitos caríssimos. Como não podia decidir por um ou outro, falei para comprar os três.
Então ela me falou que precisava de uns sapatos que combinassem, a R$ 200,00 cada par. Respondi que tudo bem. Depois fomos à seção de joalheria, de onde saiu com uns brincos de diamantes. Estava tão emocionada! Deveria estar pensando que fiquei louco, agora penso que estava me testando quando pediu também uma raquete de tênis, porque nem tênis ela joga. Acredito que acabei com seus esquemas e paradigmas quando falei que sim.
Ela estava quase excitada sexualmente depois de tudo isso; Vocês tinham que ver a carinha dela, toda feliz! Quando ela falou: Vamos passar no caixa para pagar. Tive dificuldade para me segurar ao falar com ela: Não, meu bem, acho que agora não quero comprar tudo isso. Ela ficou pálida. Ainda falei: Só quero que você me abrace.
No momento em que começou a ficar com cara de querer me matar, falei: Você não sabe se conectar com as minhas necessidades financeiras como homem
Acredito que o sexo acabou para mim até o natal de 2008 enviada por ice man 31
Nem o calor mais profundo derrete o chumbo que é o coração do Homem de Aço....
Pois é! No mundo das histórias em quadrinhos cada um tem o seu poder, mas esqueçam tudo o que leram até hoje sobre eles. Não é a kriptonita que derruba o Super Homem, nem sons muito altos que enfraquecem o Demolidor, muito menos morcegos tiram a paz do Batman. O que na verdade consegue destruir cada um deles é o medo de amar...
Durante muito tempo quis ter super poderes. Já perdi a conta das vezes que me imaginei lutando com vilões, ou tirando alguém de perigo. Mas este desejo veio diminuindo com o passar do tempo, pois percebi logo cedo que era muito bom namorar, praticar esportes e ter uma vida de festas e badalações. E quando se tem que salvar a donzela em perigo você acaba perdendo coisas bacanas da vida.
Uma coisa que me fez desistir definitivamente da vida de aventuras interplanetárias é o fato de nenhum herói poder ter um amor de verdade... O Homem Aranha não tem namorada, o Demolidor beija uma vez na vida, e todos os outros vivem uma vida sem paixões avassaladoras. A quase impossível tarefa de ter que viver uma vida dupla acaba não deixando tempo pra mais nada, pois como diria alguém que não lembro o nome agora... Grandes poderes trazem grandes responsabilidades!.
Será que se Peter Parker casasse com Mary Jane o seu lado aracnídeo sofreria impactos maiores do que quando recebe socos do Duende Verde? E Clark Kent? Uma simples e singela declaração de amor a Lois Lane traria mais problemas que todas as armações de Lex Luthor? Que estranho poder tem este sentimento que ataca todos os heróis (e às vezes homens normais também) sem que nenhum consiga sair vencedor????
Já descobri o poder que quero ter! Não preciso apenas de um corpo de aço, nem só de teias que prendam bandidos, quero uma cópia fiel de mim, com poderes sim, para que dos meus olhos saiam raios, das minhas mãos garras e quem sabe eu possa controlar ventos e tempestades, mas também com defeitos e qualidades normais para que pelo menos uma das cópias salve o planeta de vez em quando sim, mas que a outra tenha coragem suficiente pra nunca mais deixar de amar... enviada por ice man 31
11/08/2007 14:22 Futuro Prometido (sorriso Maroto) Decifrada por Marcos Alves
A lua que prometi esta ali e o sol só amanhã e a terra aos seus pés... (Já na primeira linha dá pra perceber que o cara é um tremendo 171. Só prometeu pra menina coisas que ela não pode ter realmente...)
A flor que eu te prometi esta ali guardada pra te dar e você nem sei não vi... (A única coisa que o miserável compra é uma flor que custa no máximo um real e ai não sai atrás da menina pra dar o presente? Será que é pra não gastar com a passagem do ônibus?
E o futuro prometido eu vim cobrar você jurou me amar e me fazer feliz (Pra dar ele é ruim pra caramba... Mas perceba que pra cobrar ele consegue ser pior ainda... Cobrar um futuro é demais pra minha cabeça)
Rasguei os planos, foi engano, eu me envolver com um coração cigano, leviano que me fez sofrer. (Dá pra perceber que o maluco é chegado numa cana... Uma hora ele promete o planeta terra e logo depois desiste de tudo? Será que ela deu um corno nele antes de acabar a musica?)
A casa que eu prometi está ali esperando o amanhã, minha vida aos seus pés. (Agora ele pega pesado. Diz pra gata que tem uma casa no pedaço, mas que tem que ESPERAR O AMANHÃ... Se depender dele este amanha só vai vir bem depois de amanhã...)
O anel que eu prometi está ali Guardado pra te dar... E você nem sei não vi... (Este cara deve ta cumprindo pena em alguma penitenciária... vai ser bom de papo assim lá na torcida do flamengo. Tomara que ela peça pra ver se este anel existe mesmo.)
E o futuro prometido eu vim cobrar você jurou me amar e me fazer feliz. (cobra mesmo maluco!!!! Se ela prometeu tem que cumprir...)
Rasguei os planos, foi engano, eu me envolver com um coração cigano, leviano que me fez sofrer. (Coração cigano? Leviano? Até que ele pega leve na hora de xingar... tem pessoas que vão logo gritando... VAGABUNDA!!! CACHORRA!! SAFADA!!)
Sem mágoas seguirei em paz, mas não vou dizer que não amarei nunca mais porque o coração, ele é sempre capaz de amar... (e ele termina a musica dizendo que apesar do corno tomado ele é brasileiro e não desiste NUNCA!!!) enviada por ice man 31